Escrever neste momento é a única coisa que ameniza minha dor. Ontem dia 23 de Julho de 2011, eu fui apresentado à morte. Nunca ela tinha-me afetado tanto quanto neste momento. Meu pai se foi e nem ao menos eu fui capaz de dizer o quanto ele foi importante e o quanto eu o amava. Talvez eu tenha sido egoísta demais, porém neste momento pago todos meus pecados. Sinto um vazio enorme em meu peito, a sua falta me faz não saber o que fazer. Não saber o que vai ser de mim. Estou sem coragem, estou sem forças. Minhas pernas tremem, meus ombros pesam e minhas lágrimas secaram ao chorar por ele. O melhor que já conheci entre todos, este foi meu pai. Um homem que merecia da vida muito mais do que ela pode lhe proporcionar, trabalhando e se maltratando, não vendo seus sonhos sendo realizados. A maldade do ser humano nunca me iludiu, pois o mundo é desleal e traiçoeiro, com a morte deste homem que se foi ontem me faz dizer que o mundo também é mais injusto. Ele merecia algo melhor, algo melhor de mim, de sua família, algo melhor da vida, que sempre lhe maltratou. Bondade, lealdade e honestidade fazem o caráter de meu pai. “É tão estranho, os bons morrem cedo, assim parecer ser quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais”
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